quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Sub verso

Talvez o fundo do poço não seja tão ruim assim...
Viver na superfície,
Com as máscaras da sobrevivência torna-se cada vez pior
Suportar a aflição de cada dia,
Com seus medos intrínsecos,
Do bandido que te assalta, seqüestra e mata
Do salário insuficiente,
Das contas que não fecham
Do desespero de ter as mãos atadas
Frente a ignorância popular
De quem se deixa manipular
Imprensa, política, circo e pão
Protegem o político ladrão
que te assalta, sequestra e mata
e se diferencia do outro ladrão
vítima da falta de gestão
No fundo do poço não há expectativas
Nem como piorar
não se espera pessoas conscientes e críticas
preocupadas com algo transformar
No fundo do poço não há desesperados
Pois vive-se cada dia com a serenidade
de quem já não tem mais nada a esperar...