quarta-feira, 14 de março de 2012

Pessimismo

Que marco histórico vive-se atualmente?
Já não me reconheço mais nas lutas diárias de meu tempo.
Para que viver? Por quem lutar?
O mundo parece tão infinitamente grande,
com sua diversidade de opiniões,
egoísmos, preconceitos,
ideologias que, de alguma forma assustadora,
parece não haver uma unidade,
estando todos em busca de algo, por caminhos distintos
e chegando a lugar nenhum...
Ser expectadora - sim, expectadora - desse tempo
traz um vazio que leva a morte.
Pior que ser uma mera expectadora,
é não acreditar mais na luta, no debate;
é ter a sensação de idiotice diante do mundo!


Um comentário:

  1. Imagino em que situação, há muito tempo, você escreveu os versos de "Pessimismo" . Compartilho, nesse momento de turbulência "apolítica", sua apreensão diante dos "movimentos" que, ao invés de justiça social, pregam abertamente o egoísmo, o salve-se quem puder, a mais valia. Mas, fazendo um contraponto ao pessimismo seu e meu, relembro um poema antigo, cujo autor ou autora não recordo, mas cuja mensagem grudou em minha alma, trazendo de volta a esperança nos momentos mais sombrios. Eis, mais ou menos, os versos: "Mesmo que tranquem as portas e as janelas e tudo fique escuro, mesmo que joguem fora as chaves, o Sol existe," O Sol é uma estrela, e a ESTRELA que ilumina o ideal socialista existirá sempre, mesmo diante das sombras e do cárcere imposto a si mesmos pelos que pregam a mesquinharia e exploração do próximo, em nome de um "progresso" ilusório, de uma riqueza falsa. Vamos à luta sempre, pois a luz das estrelas, noturnas ou diurna, sempre brilhará!

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