Para que servem as regras, se a
vida segue em vão
Aleatória em caminhos tortos
A desafiar meu sentimento e minha
emoção?
Se meu verso fala de minha vida
Ele dispensa então um rumo
Uma vez que ela nunca teve uma
rima
Que me harmonizasse com o mundo
Sempre recebi de presente
Dissabores amargos pelo caminho
Por isso meu verso é persistente
Em falar de desamores e falta de
carinho
A vida que em mim viveu apagada
Reflete a história contida em meus
versos
Coadjuvante, na retaguarda
a almejar o universo
Só entenderá o sentido do que
escrevo
Aquele que passa pela vida a
procura de uma razão
Com a sensibilidade exata de ver o
que anda expresso
No mais íntimo de uma pessoa,
dentro do coração
Por isso meus versos não possuem
estilo
Pois sigo perdido no meio do nada
Além dos sonhos que cultivo
Nessa minha triste história de
vanguarda
Sonho ficar vivo por estes versos
Que permanecerão enquanto eu já
tiver partido
E eu, estando com a morte, a sós
Verei que eles continuarão sendo
lidos
Só assim vou poder morrer
Permanecendo vivo para alguém
Alguém que ainda viva a sofrer
Nessa triste sina também!
Intenso, ritmado e que expressa um desabafo poético encantador...
ResponderExcluirÓtima terça para você!